Depressão é o foco no Dia Mundial da Saúde

Postado em 07/04/2017 |

07/04/2017

A depressão tem tratamento e o primeiro passo é conversar sobre o assunto. Essa é a proposta da Organização Mundial da Saúde (OMS) no Dia Mundial da Saúde, lembrado hoje (7). A doença, segundo a entidade, afeta pessoas de todas as idades e estilos de vida, causa angústia e interfere na capacidade de o paciente fazer até mesmo as tarefas mais simples do dia a dia (leia abaixo como a Nutrição pode ajudar).
 
“No pior dos casos, a depressão pode levar ao suicídio, segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos”, destacou a OMS. “Ainda assim, a depressão pode ser prevenida e tratada. Uma melhor compreensão sobre o que é a doença e como ela deve ser prevenida e tratada pode ajudar a reduzir o estigma associado à condição, além de levar mais pessoas a procurar ajuda”, completou a entidade.
 
“A depressão é diferente de flutuações habituais de humor e respostas emocionais de curta duração aos desafios da vida cotidiana. Especialmente quando de longa duração e com intensidade moderada ou severa, ela pode se tornar um sério problema de saúde”, destacou a organização. Os dados mostram que quase 800 mil pessoas morrem anualmente em razão de suicídio.
 
Depressão no Brasil
 
De acordo com a OMS, cerca de 5,8% da população brasileira sofrem de depressão – um total de 11,5 milhões de casos. O índice é o maior na América Latina e o segundo maior nas Américas, atrás apenas dos Estados Unidos, que registram 5,9% da população com o transtorno e um total de 17,4 milhões de casos.
 
O levantamento mostra que, além do Brasil e dos Estados Unidos, países como a Ucrânia, Austrália e Estônia também registram altos índices de depressão em sua população – 6,3%, 5,9% e 5,9%, respectivamente. Entre as nações com os menores índices do transtorno estão as Ilhas Salomão (2,9%) e a Guatemala (3,7%). A prevalência na população mundial, segundo a OMS, é 4,4%.
 
Falhas no acesso ao tratamento
 
A organização também alertou que, apesar da existência de tratamentos efetivos para a depressão, menos da metade das pessoas afetadas no mundo – e, em alguns países, menos de 10% dos casos – recebe ajuda médica. As barreiras incluem falta de recursos, falta de profissionais capacitados e o estigma social associado a transtornos mentais, além de falhas no diagnóstico.
 
“O fardo da depressão e de outras condições envolvendo a saúde mental está em ascensão em todo o mundo”, concluiu a OMS, ao cobrar uma resposta compreensiva e coordenada para as desordens mentais por parte de todos os países-membros.
 
Números em ascensão
 
O número de pessoas que vivem com depressão, segundo a OMS, está aumentando – 18% entre 2005 e 2015. A estimativa é que, atualmente, mais de 300 milhões de pessoas de todas as idades sofram com a doença em todo o mundo. O órgão alertou ainda que a depressão figura como a principal causa de incapacidade laboral no planeta.
 
Nutrição e depressão
 
A alimentação pode ser uma forte aliada no combate à depressão e à compulsão alimentar. Estudos descobriram que o aumento significativo de triptofano pode melhorar os níveis de depressão sem efeitos colaterais associados a muitos medicamentos. E pode melhorar a eficácia de drogas antidepressivas.
 
As proteínas animais são importantes, entre elas o peito de peru é a fonte alimentar mais conhecida de L-triptofano. Uma porção de 113 gramas de galinha ou de peito de peru proporciona 350 a 390 mg de L-triptofano. O camarão também é rico em L-triptofano, com 330 miligramas desse aminoácido por 113 gramas. São indicados ainda ovos, laticínios, nozes, castanhas, leguminosas (f feijão, ervilhas, amendoim e lentilhas), linhaça, aveia, arroz integral, entre outros.
 
 
 

fonte: Agência Brasil e Asbran

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