Níveis de fome ainda são alarmantes em 19 países, diz relatório

Postado em 18/10/2013 |


Foi lançado na segunda-feira (14), o Índice Global da Fome de 2013, que consiste na análise da problemática entre 2008-2012.

O relatório concluiu que a fome no mundo tem reduzido desde 1990, mas, mesmo assim, continua no nível “grave” para 870 milhões de pessoas, que, segundo a FAO, ainda não têm alimento diariamente.

Neste ano, o Índice da Fome está em sua oitava edição, e é resultado de um trabalho elaborado em conjunto pelo Instituto Internacional de Investigação sobre Políticas Alimentares (IFPRI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos e das o­nGs Concern Worldwide e Welthungerhilfe.

De acordo com o documento, o sul da Ásia reduziu significativamente o índice de má nutrição, mas não conseguiu manter o progresso acelerado.

As principais razões são a desigualdade social e educacional, além da exclusão social sofrida pelas mulheres.
Já os países localizados no sudeste asiático e ao sul do deserto do Saara apresentam as piores situações.

O panorama no Saara é considerado frágil, ainda assim está melhor do que nos anos 90 – período em que a região sofreu com as guerras civis, desestabilizando a economia. Além disso, houve avanços na luta contra a AIDS e redução dos casos de malária.

Desde 1990, 27 países saíram das categorias "extremamente alarmante" e "alarmante", sendo apontados os dez principais países em termos de melhoria: Angola, Bangladesh, Camboja, Etiópia, Gana, Malawi, Níger, Ruanda, Tailândia e Vietnã.

Os níveis de fome ainda são "alarmantes" ou "extremamente alarmantes" em 19 países. Burundi, Comores e Eritreia são países inclusos na categoria “extremamente alarmante”.
Já a lista dos que estão em situação "alarmante" inclui Timor Leste, Sudão, Chade, Iêmen, Etiópia, Madagascar, Zâmbia, Haiti, República Centro-Africana, Serra Leoa, Burkina Faso, Moçambique, Índia, Tanzânia, República do Congo e Níger.

O Índice Global da Fome é uma ferramenta concebida para medir e acompanhar as consequências da má distribuição de alimentos no mundo.
Os pesquisadores esperam desencadear ações para amenizar a triste situação, por isso, além de divulgar o relatório com gráficos e análises detalhadas, ainda sugere 16 recomendações políticas para reduzir a desigualdade.

fonte: FAO

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