Governo cria Comitê para o Ano Internacional da Agricultura Familiar

Postado em 21/10/2013 |


O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) criou no último dia 16 de outubro, o Comitê Brasileiro para o Ano Internacional da Agricultura Familiar (AIAF) a ser comemorado em 2014. A iniciativa fez parte das atividades de encerramento do Dia Mundial da Alimentação.

O comitê será responsável por planejar e acompanhar as atividades relacionadas ao AIAF. A cerimônia ocorreu durante a 2ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (CNDRSS), em Brasília.

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, reforçou que as políticas públicas para a agricultura familiar contribuem significativamente no combate à fome. “O Governo Federal procurou construir políticas com intensa participação social. São políticas de caráter estruturante que pensaram em uma dupla estratégia: garantir a segurança alimentar brasileira com o fortalecimento da agricultura familiar”, analisou.

O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva enviou um vídeo especialmente para o evento e garantiu que a segurança alimentar e nutricional deve ser uma tarefa de todos. “Hoje, o Brasil é reconhecido no mundo inteiro pela luta contra a erradicação da fome. Isso foi alcançado graças a um conjunto de políticas públicas para acabar com a fome no País. Para enfrentar essa situação, é indispensável que todos os governos estejam comprometidos. O mundo sem fome será mais justo e solidário”, avaliou Lula.

Para a ministra de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Tereza Campello, não existe crescimento que leve naturalmente à superação da fome e da miséria sem um novo modelo de desenvolvimento e construção de políticas públicas. “Nós temos muito a comemorar nesta data, porque é comemorando que afirmamos o que fizemos”, festejou Tereza, que se orgulhou de ver a plenária formada por 50% de mulheres.
Exemplo para o mundo

Segundo a representante do Comitê Mundial da Sociedade Civil para o Ano Internacional da Agricultura Familiar, Alessandra Lunas, o diálogo entre governo e movimentos sociais é a base para a erradicação da fome no mundo. “Temos que mostrar para os nossos governantes o que está se passando na agricultura familiar no mundo inteiro. Colocar na agenda desses governos qual é o papel da agricultura familiar para a superação da fome no mundo”, discursou Alessandra.

Aplaudida de pé em sua fala, a presidenta do Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea), Maria Emília Pacheco, citou a paridade entre gêneros como destaque da Conferência, que segue até esta sexta-feira (17). “A participação das mulheres é uma importante conquista. Seu papel ativo na defesa da soberania alimentar no Brasil e no mundo precisa ser reconhecido”.

Para celebrar a maciça presença feminina, a representante do Conselho Nacional dos Povos Extrativistas, Célia Regina Favacho fez a leitura da Carta das Mulheres Rurais, que lembrou a importância do trabalho delas para a produção de alimentos e para a segurança alimentar.
Fome diminuiu

O Brasil já cumpriu as metas do milênio estipuladas pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) com dois anos de antecedência. Um relatório emitido pela organização revela que entre 1992 e 2013 o número de brasileiros que passam fome caiu de 22,8 milhões para 13,6 milhões, uma diminuição de 40%.
Os dados apresentam uma redução de 54,3% no número de brasileiros subnutridos nos últimos 20 anos, de 15% para 6,9% da população.

“Essa queda mostra que ainda podemos reduzir pela metade a proporção de pessoas com fome em 2015. O Brasil é um entre os cerca de 40 países que já alcançaram essa meta, graças a um firme compromisso com a erradicação da fome.

Podemos ir mais longe, erradicando a fome no Brasil e no mundo, pois quando falamos de fome o único número que podemos aceitar é zero”, disse o diretor-geral da FAO, José Graziano, em mensagem enviada especialmente para a celebração da data

O representante da FAO no Brasil, Alan Boianitch, assegurou que o Brasil será o produtor de alimentos mais importante do mundo nos próximos anos, desde que os reaproveite.

“Nossos avós tinham muito mais critérios na hora de reaproveitar as coisas. Nós estamos nos criando numa sociedade consumista, de desperdícios, porque achamos tudo barato. É uma questão de tomar consciência e conhecer como fazer, como reutilizar o que jogamos fora e achamos que não presta mais”.

fonte: Jornal Dia a Dia

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