Redução de açúcar não pode dar lugar a aditivos

Postado em 20/04/2018 |

20/04/2018

A diminuição do açúcar em alimentos industrializados não pode ser substituida por edulcorantes. Nosso grande desafio é reduzir o açúcar, sem introduzir em seu lugar um novo aditivo. Precisamos simplesmente reduzir. A afirmação foi feita por Eduardo A. F. Nilson, do Ministério da Saúde, no painel de debates sobre "Os acordos de redução de nutrientes e a indústria de alimentos", promovido nesta sexta-feira (20) no Conbran 2018.
 
Os debates contaram ainda com a participação de Lívia de Lacerda de Oliveira, professora da UnB, e Lauro Luís Martins Medeiros de Melo, pesquisador e engenheiro de alimentos.
 
O representante do Ministério da Saúde fez uma análise do cenário atual no Brasil. Segundo demonstrou, 74% dos óbitos no país são decorrentes de Doenças Crônicas não-transmissíveis, e o alto consumo de sódio, açúcar e gordura tem participação direta nesses índices.
 
Eduardo informou que técnicos do IBGE estão em campo para verificar a eficácia das politicas públicas para redução do consumo de produtos alimentícios industrializados e destacou a preocupação com o alto consumo de ultraprocessados por crianças e adolescentes. 
 
Sobre os acordos entre governo e indústria alimentícia, Eduardo Nilson afirmou que a meta traçada é reduzir a quantidade de sódio de 12 para 5 gramas no consumo individual, mas não deve ser atingida até 2020 como pretendido. Ele adiantou que a Anvisa prevê a eliminação da gordura trans nos alimentos industrializados e apoiou a proposta da rotulagem frontal, em discussão, e defendeu a inserção de açúcar livre nos rótulos, o que não ocorre hoje.
 
A redução do açúcar nos alimentos, sem que isso envolva a adição de outros componentes industralizados, como os edulcorantes, também é foco de estudos. Na análise técnica dos professores Lívia e Lauro, pesquisas estão em andamento envolvendo o uso de biomassa como substituto de gordura e açúcar e a extração de proteína da quinoa para enriquecer outros alimentos, disse Lívia de Lacerda.
 
A preocupação, na análise do pesquisador Lauro, é o alto nível de rejeição da população frente à redução de açúcar nos alimentos. Isso porque a redução do açúcar, principalmente, diminui o sabor adocicado, o brilho e a viscosidade do alimento. 
 
Estes estudos em andamento, destacou o técnico do Ministério da Saúde, colocam o Brasil como pioneiro na pesquisa da redução de açúcar, enquanto o Reino Unido é um exemplo na redução de sódio em uma década e a Argentina exemplo nas normas regulatórias para a indústria.
 

fonte: Asbran

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