Um mundo #FomeZero para 2030 começa agora

Postado em 16/10/2018 |

16/10/2018

Já parou para pensar em quantas pessoas poderiam ser alimentadas com os alimentos que você descartou no lixo nos últimos dias? Todos os anos, cerca de 1,3 bilhão de toneladas de alimentos são desperdiçadas ou perdidas em todo o mundo. E neste mesmo mundo, segundo dados da ONU, 16 países convivem com sérios problemas de alimentação, dos quais oito enfrentam crise ou emergências que afetam um quarto ou mais da população. O caso mais preocupante é o do Iêmen, onde 60% dos habitantes (17 milhões de pessoas) sofrem fome severa, seguido do Sudão do Sul, com 45% da população (4,8 milhões) em situação semelhante. 
 
E o que você tem a ver com isso? Hoje (16), Dia Mundial da Alimentação, a FAO, Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura faz um convite à reflexão e à tomada de ações para combater o desperdício de alimentos. A entidade realiza em sua sede em Roma evento especial com o objetivo de chamar a atenção para o tema e somar esforços contra a fome e a desnutrição.
 
Este ano a campanha tem o lema central 'Nossas ações são nosso futuro. Um mundo #FomeZero para 2030 é possível' e se inspira no princípio da FAO segundo o qual todas as instituições e pessoas desempenham um papel na meta de conseguir a Fome Zero, para a qual devem trabalhar juntas.
 
DEBATES
Depois da abertura, no próprio salão da plenária da FAO serão realizados dois painéis sobre os desafios e soluções para alcançar a meta de Fome Zero, nos quais intervirão chefes de Estado ou de governo, ministros e representantes de alto nivel do setor privado e da sociedade civil.
 
Entre outros temas, haverá debates sobre a mudança climática, os conflitos, a migração, a pobreza e a dupla carga da fome e da obesidade. Também se debaterá sobre as formas de adaptar-se ou superar esses desafios através da educação nutricional, sistemas alimentares melhorados, proteção social, agroecologia, preservação da biodiversidade e o empoderamento dos agricultores familiares.
 
A essas atividades centrais da Semana Mundial da Alimentação, se somará a realização de cerca de uma centena de eventos paralelos como mesas redondas, painéis e conferências, assim como essas e outras atividades em 130 países de todo o mundo.
 
DESPERDÍCIO NO BRASIL
 
No Brasil, o assunto também é um problema. Dos 268,1 milhões de toneladas de alimentos disponíveis no País em 2013, 26,3 milhões, ou quase 10%, foram perdidos, segundo levantamento da FAO. Diante deste quadro, tornam-se imprescindíveis não apenas medidas do poder público, mas também a conscientização da própria população sobre a necessidade de novos hábitos de consumo. Outro dado aponta que, anualmente, o País descarta cerca de 41 mil toneladas de alimentos, o que o coloca entre os 10 principais países que mais desperdiçam comida, de acordo com Viviane Romeiro, coordenadora de Mudanças Climáticas do World Resources Institute (WRI) Brasil à Agência Brasil em 2016.
 
Uma importante iniciativa relativa ao tema no País foi divulgada em abril deste ano. Trata-se da Estratégia Intersetorial para a Redução de Perdas e Desperdício de Alimentos no Brasil. Elaborada pela Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan) – órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) –, a medida tem como objetivo principal coordenar ações voltadas à prevenção e redução das perdas e desperdício de alimentos.
 
Perda e Desperdício
 
A FAO distingue as definições sobre perda e desperdício de alimentos. O primeiro termo se refere à redução da disponibilidade de alimentos para consumo humano ao longo da cadeia de abastecimento alimentar, em especial nas fases de produção, pós-colheita e processamento. Segundo o órgão, a perda prevalece nos países em desenvolvimento. Já o desperdício ocorre no final da cadeia alimentar (varejo e consumo), e estaria mais associado às nações desenvolvidas.
 
Kathleen oliveira, coordenadora-geral de equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sesan), ressalta que o Brasil, por ser um País com diferentes realidades, sobretudo socioeconômicas, sofre igualmente com as perdas e com o desperdício.
 
“Se você fizer um recorte muito específico para áreas urbanas, municípios de grande porte, você vai ter um retrato. Se você pegar regiões mais empobrecidas do Brasil, você vai ter outro. Não pode comparar. A gente tem as duas coisas [perda e desperdício]”, avalia.
 
FOME NO BRASIL

Desde o final da década de 1990, o Brasil tem reduzido o número de famintos. Em 2014 menos de 5% da população vivia em situação de subnutrição e, por isso, o país foi retirado do Mapa da Fome. A tendência de queda foi interrompida em 2017, quando a fome no Brasil voltou a crescer. Se ações não forem tomadas, o país pode retornar ao mapa da fome da ONU.
 
De acordo com o Banco Mundial, cerca de 28,6 milhões de brasileiros saíram da pobreza entre 2004 e 2014, mas também avalia que, em 2016, entre 2,5 milhões e 3,6 milhões de pessoas voltaram a viver abaixo do nível de pobreza.

fonte: Asbran com HuffPost Brasil | FAO

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