Acordo para reduzir açúcar: precisamos ir além?

Postado em 06/12/2018 |

06/12/2018

Mais de uma em cada três crianças na Inglaterra está com excesso de peso ou obesa no momento em que deixa a escola primária, com idade próxima aos 11 anos. Este fator aumenta o risco de desenvolver doenças como o diabetes tipo 2, câncer, doenças cardíacas e doenças do fígado na vida adulta, bem como problemas de saúde mental associados.
 
Crianças entre os quatro e os dez anos neste país comem duas vezes mais açúcar livre que a dose diária recomendada pela OMS, o que contribui significativamente para o aumento dos níveis de obesidade infantil e da cárie dentária. Além disso, estas crianças com excesso de peso ou obesas comem entre 140 e 500 calorias em excesso por dia, dependendo sua idade e sexo.
 
Estes dados estão no relatório Obesity Health Allliance que resolveu pesquisar como alimentos não saudáveis ganham destaque nos supermercados, estando próximos às crianças. Atualmente, 70% dos produtos posicionados em áreas de grande circulação, como os caixas de supermercado, têm grande quantidade de produtos com açúcar em excesso.
 
Aqui no Brasil, o quadro da obesidade infantil é o mesmo: uma a cada três crianças está com sobrepeso. No mundo, aproximadamente 43 milhões de crianças estão obesas e mais de 90 milhões se encontram com sobrepeso. Segundo especialistas, cerca de 80% das crianças obesas se tornarão adultos também obesos.
 
Para combater este crescimento da obesidade infantil, a Inglaterra já adotou medidas para estimular a indústria alimentícia a reduzir o açúcar e calorias de produtos. O Brasil também começa a se mexer. Acordo firmado entre governo e indústria de alimentos no mês passado prevê reduzir em até 62,4% a quantidade de açúcar de cinco categorias de produtos, como biscoitos, bolos, refrigerantes, achocolatados e iogurtes.
 
Entretanto, acredita-se que mais do que isso será necessário. A experiência na Inglaterra mostra que nem tudo caminhou bem. Segundo o relatório da Obesity Health Allliance, o programa de redução de açúcar em andamento por lá apresenta, após um ano, resultados decepcionantes.
 
A pesquisa mostra que a maioria dos alimentos e bebidas promovidos em local de destaque nos supermercados pesquisados ​​integra a categoria de produtos processados ​​que contribuem significativamente para ingestão de calorias. A conclusão é de que precisam ser firmados compromissos voluntários para que os supermercados restrinjam a exposição de produtos não saudáveis ​​em algumas áreas, como gôndolas situadas perto de caixas, que estimulam compras por impulso.
 
"Restringir a promoção de alimentos e bebidas não saudáveis ​​em locais proeminentes ajudará as famílias a evitarem as compras por impulso de alimentos não saudáveis, facilitando as escolhas adequadas", aponta o estudo.

SOBRE A OHA

A Obesity Health Alliance, criada em 2015, é uma coalizão de mais de 40 organizações que se uniram para reduzir a obesidade na Inglaterra. Incentiva a formulação de políticas públicas para abordar os fatores sociais, econômicos e culturais que contribuem para a obesidade e as desigualdades na saúde causadas pela obesidade.
 
A entidade é liderada por nove representantes das organizações membros. No Grupo Diretor da OHA estão British Heart Foundation, British Medical Association, Cancer Research UK, Children’s Food Campaign, Diabetes UK, Faculty of Public Health, Royal College of Physicians, Royal College of Paediatrics and Child Health, UK Health Forum.

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http://bit.ly/2qVK5H2

fonte: Asbran

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